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Autor Tópico: Curso de electrónica - parte 05 Transistor  (Lida 8117 vezes)

Offline José Flor

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Curso de electrónica - parte 05 Transistor
« em: Janeiro 01, 2008, 05:52:02 »
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Introdução á electrónica básica
Parte 5
Transistor

A primeira versão do que veio a ser o transistor foi criada em 1945 por uma equipe do Bell Labs, composta por John Bardeen, Walter Brattain e chefiada por Willian Shockley. Este transistor primordial era feito com um cristal de germânio prensado entre duas folhas de ouro. Três anos depois, a custo de um milhão de dólares em pesquisas, a Bell possuía o seu primeiro amplificador de semicondutor. Esta versão inicial era conhecida como transistor de contato de ponta.

O transistor possui três eletrodos; portanto, é também um tríodo. Um dos eletrodos é chamado de base, outro de emissor e, o terceiro de coletor. Os transistores substituem as válvulas a vácuo em todas as suas funções. Ver figura 1.

Figura 1


Semicondutor
Numa lição anterior vimos que os corpos, quanto à facilidade com que eles podem conduzir a corrente, costumam ser classificados em condutores, semicondutores e isolantes. Para o estudo do transistor, o mais importante é o semicondutor. Os materiais mais importantes, atualmente, na fabricação de transistores e diodos são: germânio, silício, índio, arsênio, fósforo, gálio, etc. O semicondutor, é um mau condutor. Está mais perto dos isolantes do que dos condutores. Entretanto, quando se adiciona alguma substancia a um semicondutor, como o germânio e o silício, suas propriedades elétricas sofrem profundas modificações. A substancia que se adiciona ao semicondutor puro é chamada de impureza e chama-se de dopagem ao ato de adicionar tais impurezas.

Tipos de impurezas
Existem dois tipos de impurezas. A doadora e a aceitadora. Consideremos o semicondutor germânio, figura 2.

Figura 2

Ele, é formado por átomos de germânio. Cada átomo está ligado aos seus vizinhos através de quatro elétrons. Suponhamos agora que ao germânio puro, como vemos na figura 3, seja dopado com fósforo, que é uma substancia que tem cinco elétrons  rodeando o átomo.

Figura 3

Essa substancia adicional ao germânio constitui uma imporeza. Essa impureza tem cinco elétrons  e o germânio somente quantro. Ora, quando se misturam germânio e fósforo, quatro elétrons  do fósforo se unirão ao germânio e um de cada átomo ficará livre, porque não pode juntar-se à estrutura do germânio, uma vez que lê só aceita quatro. Como o fósforo cedeu um elétron ao germânio, ele, fósforo, é chamado de impureza doadora. Se ligarmos uma bateria a esse material, o elétron livre se moverá através do material para o pólo positivo da bateria. Há, então, passagem de corrente elétrica constituída por elétrons . o semicondutor formado é chamado de semicondutor do tipo N (negativo), já que os portadores de carga são os elétrons. Existe outra possibilidade. Ao invés de dopar o germânio com fósforo, vamos adicionar a ele uma substancia que tenha somente três elétrons  na última camada, como o boro, por exemplo. Então, haverá um elétron a menos na ligação. Dizemos que há um buraco ou vazio (figura 4).

Figura 4

Quando um elétron da estrutura se dirige à lacuna para completar a ligação, o átomo de onde veio fica carregado positivamente, porque era neutro e perdeu uma carga negativa. Isto equivale a dizer que o átomo que cedeu o elétron ganhou uma lacuna. Se outro elétron vem preencher a lacuna e restabelecer o equilíbrio do átomo, deixará, no átomo de onde partiu, outro buraco positivo (lacuna). Deste modo, as lacunas se movem no semicondutor e com a particularidade de o movimento das lacunas acontecer em sentido contrário ao dos elétrons. A impureza do boro é chamada de aceitadora. O germânio dopado com boro é chamado de semicondutor P, porque a maioria dos portadores de carga é lacunas. Convém observar que os semicondutores do tipo P ou N, no estado natural, permanecem eletricamente neutros, porque a carga de cada elétron fica equilibrada pela carga positiva que existe no núcleo. Alem disso, se às extremidades de uma barra de qualquer desses semicondutores for ligada uma bateria, haverá passagem de corrente normalmente, ou seja, do pólo negativo para o positivo da bateria. Ainda mais, se os pólos da bateria forem invertidos, inverter-se-á também o sentido da corrente mas a intensidade permanecerá a mesma. Materiais do tipo P ou do tipo N podem ser dopados de maneira a apresentarem valores exatos de resistividade na construção de resistores internos a circuitos integrados.

Junção PN
Vamos justapor uma barra de semicondutor P e outro N. Formamos, o que se chama de junção PN. Quando isso acontece, na superfície da junção sucede o seguinte: os elétrons  do semicondutor N passam rapidamente através da superfície da união e vão preencher os buracos do semicondutor do tipo P. Essa transferência não dura indefinidamente, porque cada elétron que sai do semicondutor N deixa uma carga positiva e cada lacuna que é preenchida pelo elétron deixa uma carga negativa, já que, os dois semicondutores são eletricamente neutros. Então, logo se forma uma camada de cargas positivas no semicondutor N e outra negativa no P. Essas duas camadas impedem o prosseguimento da difusão, isto é, da passagem dos elétrons  para a região P e das lacunas para a região N. Essas duas camadas formam um obstáculo ao movimento das cargas majoritárias, que é chamada de barreira de potencial. Ela é equivalente a uma pilha imaginária, como ilustra a figura 5.


Figura 5

Funcionamento da junção
Feita a junção da maneira explicada, vamos ligar aos seus extremos uma bateria e verificar o que acontece. Inicialmente, liguemos o pólo positivo da bateria à região P e o negativo à região N, como mostra a figura 6. Nesta situação, as lacunas da região P são empurradas para a região de contato, e os elétrons  da região N também são empurrados para a região de contato. O pólo positivo atrai os elétrons  e o negativo atrai as lacunas. Assim, no semicondutor, a corrente é formada pelo movimento dos elétrons  e das lacunas. Quando a bateria é ligada da maneira descrita, o pólo positivo ao semicondutor P e o negativo ao N, diz-se que a junção está polarizada no sentido direto, que corresponde ao sentido em que há passagem de corrente. Se a bateria estiver ligada como mostra a figura 6, o terminal negativo atrai as lacunas e o positivo os elétrons. Tanto elétrons  como lacunas ficam concentrados nos extremos dos semicondutores, e não ha passagem de corrente. Isto é a mesma coisa que aumentar a barreira de potencial. Dizemos que a junção está polarizada no sentido inverso. Uma junção deste tipo, PN, é chamada de diodo. Por essa razão, os diodos formados pelas junções PN de semicondutores, como o germânio e o silício, são largamente utilizados em eletrônica. Na figura ao lado vemos a simbologia do diodo.  O A é o ânodo, este é o lado por onde entra a corrente e o K, é o cátodo por onde sai a corrente (sentido convencional).


Figura 6

Estrutura do transistor
Dois semicondutores do tipo N, tendo entre si um semicondutor do tipo P, ou dois semicondutores do tipo P, tendo no meio um semicondutor do tipo N, formam o componente que recebe o nome de transistor. No primeiro caso, o transistor é do tipo NPN e, no segundo PNP. Na figura 7, mostramos as representações de um transistor tipo NPN e outro PNP. Cada semicondutor é unido a um terminal metálico para ligá-lo ao circuito externo. A fatia do meio, recebe o nome de base e as laterais de emissor e coletor, respectivamente. Na figura 8, mostramos a simbologia dos dois tipos de transistores.
Consideremos um transistor NPN e polarizemos a junção emissor-base no sentido direto, e a junção coletor-base, no sentido inverso como mostra a figura 7. 1- Na junção NP emissor-base, os elétrons  são empurrados pelo pólo negativo da bateria, até à base. Ai, uma pequena parte deles se recombina com as lacunas, que são poucas, já que a base é muito fina. 2- A bateria que alimenta o coletor está em série com a bateria que alimenta o emissor; portanto, ela reforça o efeito desta última e atrai os elétrons  que passam pela base. Assim, praticamente todos os elétrons  que partiram do emissor atingem o coletor, e a corrente do coletor é quase a mesma do emissor. 3- O outro transistor PNP, está com as ligações invertidas em relação ao NPN. Os portadores de corrente, agora, são as lacunas. As explicações que demos para o funcionamento do transistor NPN valem para o PNP, com a diferença de que agora, o fluxo é de lacuna. 4- Nas duas polarizações da figura 8, o sentido da corrente é o real. 5- Tanto o emissor como o coletor são feitos do mesmo tipo de semicondutor. Entretanto, o coletor é mais volumoso que o emissor, como mostra a figura 9.


Figura 7


Figura 8


Figura 9


Medir um transistor BJT com multimetro digital na posição diodo
Uma forma de medir o transistor com o multimetro digital é usando a escala do diodo.

EX de um BJT PNP BC538 em bom estado:
1 - Positivo no C e negativo na B = 0,704
2 - Positivo no E e negativo no E = 0,707
3 - Negativo no C e positivo na B = 1
4 - Negativo no E e positivo no E = 1
5 - Negativo no C e positivo na E = 1
6 - Negativo no E e positivo na C = 1

Como pode ver a leitura mais baixa é 0,704, logo estamos a medir entre BC. O positivo vai no C, logo P (positivo). Esta medição não nos dá o valor do ganho mas é muito útil para saber se o transistor está bom. Com a medição anterior podemos dizer que o ganho está bom.


José António Flor de Sousa
« Última modificação: Maio 20, 2009, 09:37:03 por José Flor »

Offline José Flor

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Lição 5 está completa, podem comentar
« Responder #1 em: Janeiro 06, 2008, 04:23:50 »
Lição 5 sobre transistores está completa, podem comentar.
Veja aqui mais informações sobre transistores: Curso de electrónica - parte 08 Amplificação de pequenos sinais de áudio e classes de amplificação
Abraço
José Flor
« Última modificação: Janeiro 20, 2008, 11:01:05 por José Flor »

Offline José Flor

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Tabela de transistores - BJTs e FETs
« Responder #2 em: Abril 17, 2008, 07:48:45 »
Imprime e coloca na pasta de material para consulta de electrónica para a tua oficina de electrónica.

BJTBipolar Junction Transistor
FETField Effect Transistor
José Flor

« Última modificação: Abril 20, 2008, 10:06:50 por José Flor »

Offline bettencourt

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Re: Curso de electrónica - parte 05 Transistor
« Responder #3 em: Julho 03, 2008, 22:01:16 »
olha estava aqui a porcura de uma coisa e encontrei outra, que é um documento sobre BC548 e BC558. http://www.box.net/shared/b98ovw2ogs

Acho que é uma mais vali para este topico, Caso o Jose não teija de acordo diga algo que eu apago

Offline José Flor

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Re: Curso de electrónica - parte 05 Transistor
« Responder #4 em: Julho 04, 2008, 04:52:21 »
Acho que é uma mais vali para este topico, Caso o José não teija de acordo diga algo que eu apago
Qual quê, não me importo nada. Eu quero o pessual a colucar aqui matéria. No caso desta matéria do transistor, ela está muito crua. Estou sem tempo para mostrar os calculos para bias do transistor o que é muito importante.
José Flor

Offline jairson

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Re: Curso de electrónica - parte 05 Transistor
« Responder #5 em: Fevereiro 20, 2009, 11:13:15 »
ola ,achei a materia muito util,so nao comprendi no funcionamento da junçao logo no inicio mostra a fig 5,mas  na explicação faz  referencia a fig 6.E tambem na estrutura do transistor não comprendi  a fig 8 como a base esta ligada ao polo positivo e ao negativo da bateria . tou  confuso porque o que sei de electronica estudei a muitos anos na escola e nao me lembro